História

 

 

 

A História da fundação de Portugal remonta ao ano de 1143. As suas fronteiras continentais, praticamente inalteradas desde o século XIII, fazem de Portugal um dos mais antigos países do mundo e refletem a sua marcada identidade e unidade interna.

 

A sua localização, ao longo de 840 quilômetros de Costa Atlântica, cedo determinou a vocação marítima do seu povo. No início do século XV, os Portugueses iniciaram a maior epopeia de viagens jamais empreendida, que os tornaria célebres pela descoberta dos caminhos marítimos para a Índia, Brasil, China e Japão, rasgando os limites do mundo e permitindo um encontro globalizante de culturas.

No terceiro quartel do século XVIII, Portugal entrou no caminho da modernização. À luz do dirigismo econômico e do iluminismo cultural as estruturas do Estado foram reorganizadas e reestruturados os setores da indústria e do comércio.

 

Na transição para o século XIX, os ventos revolucionários que sopraram da América e de França acabaram por chegar a Portugal, aos quais se juntam os provenientes de um
movimento espanhol de restabelecimento constitucional.

 

Estas e outras circunstâncias deram um extraordinário impulso ao movimento constitucionalista português, vendo, os liberais portugueses, cada vez mais clara a necessidade de uma constituição que criasse uma nova ordem jurídica e política que, por um lado, limitasse o poder do rei e, por outro, garantisse os direitos individuais.

 

Neste contexto, nasce a Constituição de 1822, o mais antigo e um dos tecnicamente mais bem elaborados textos constitucionais portugueses, saído das Cortes de 1820, consideradas o início do movimento democrático e constitucionalista moderno português, pondo fim à monarquia tradicional, conduzindo à independência do Brasil e à implantação da monarquia constitucional no nosso país.

 

A entrada no século XX, marcada pela desestabilização da vida política, conduziria à implantação da República em 1910. Portugal participou na primeira Grande Guerra ao lado dos Aliados. Em meados dos anos vinte, a situação econômica e financeira do país era grave e, neste contexto, surge o “Estado Novo”, marcado pelo corporativismo e pelo autoritarismo, com a supressão das liberdades democráticas.

 

Em abril de 1974, na sequência de uma ação militar, restabelece-se em Portugal um
regime democrático e de plena afirmação do desenvolvimento do país, que passaria,
em 1986, pela adesão à Comunidade Econômica Europeia (CEE), hoje União Europeia (UE).